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Fôrma de madeira x metálica


Construtora de Vitória viabiliza o próprio sistema de fôrmas metálicas para obras de um condomínio de casas



Ficha técnica
Empreendimento:
Condomínio Aldeia dos Marabás - Laranjeiras (ES)
Construção: Morar
Características: condomínio fechado com 93 casas dúplex de quatro quartos, com uma, duas ou três suítes, disponíveis em cinco opções de planta
Área total: 35.919 m²
Área privativa: 15.183 m²
Área livre: 20.736 m²
Fachadas: argamassa hidrofugante ou pintura acrílica com rodapé de ardósia, ladrilho hidráulico e/ou lajinha de granito
Fechamentos: alvenaria de bloco cerâmico ou concreto
Serviços: campo de futebol, minigolfe, piscina adulto e infantil, parque infantil, jardim central com gazebos, quadra de tênis, salão de festas, salão de fitness

Durante levantamento quantitativo de materiais a serem utilizados no condomínio Aldeia dos Marabás, localizado em Laranjeiras, na Grande Vitória (ES), a construtora e incorporadora Morar decidiu quebrar um hábito que perdurava há 25 anos, desde a fundação da empresa: em vez das tradicionais fôrmas de madeira para constituição dos pilares, checou a viabilidade de empregar material metálico no processo.

O resultado do estudo foi taxativo: com a mudança de método, a redução de custos seria de quase R$ 20 mil. Diante dessa economia, o sistema metálico acabou vencendo a concorrência. "Desenvolvemos nossas próprias fôrmas, que são compostas apenas de duas partes e fechadas com parafusos, além de serem bem mais leves do que as oferecidas no mercado", conta a diretora técnica da Morar, Bartira Gomes de Almeida. "Ao montá-las, os operários só utilizam a chave de boca e o martelo de borracha", descreve.




Fôrma metálica: 42,28% foi o percentual de economia obtido pela construtora

A análise levou em conta, sobretudo, a possibilidade de reaproveitamento das peças. O projeto (de 93 casas dúplex) considerava a distribuição de 2.046 pilares, cada um com 20 x 20 x 270 cm, perfazendo uma área de cerca de 4.420 m² em fôrmas. Nesse contexto - e de acordo com o cronograma da obra -, havia necessidade de 22 jogos do material. No caso da opção de madeira, esse conjunto poderia ser reutilizado dez vezes, enquanto no sistema metálico a adequação da prática se estenderia a 93 novas aplicações.

"Se escolhêssemos a madeira, precisaríamos trocar o conjunto de fôrmas nove vezes", calcula Bartira. "Em contrapartida, a opção de metal iria do começo ao final da obra", completa. A resistência do sistema alternativo se mostrou tamanha que, além de suprir as carências do Aldeia dos Marabás, os 22 jogos de fôrmas já estão servindo ao novo empreendimento da construtora, o Aldeia de Camburi, também um condomínio de casas. "Ao término da primeira utilização, o material foi repintado e ficou em perfeito estado", lembra a diretora técnica.

A conveniência das fôrmas metálicas, assim como os benefícios motivados pelo seu uso, guardam justificativa em características específicas do condomínio capixaba. A principal peculiaridade remete à dimensão dos pilares, de 20 x 20, 20 x 30 e 30 x 30 cm. "Esses tamanhos menores proporcionam fôrmas mais leves e mais fáceis de transportar", assinala Bartira Almeida.



As fôrmas de madeira permitiriam apenas dez utilizações, contra 93 das fôrmas metálicas



Apoio de Engenharia: Erica Costa Pereira
Reportagem de Thiago Oliveira

Construção Mercado 61 - agosto de 2006



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